As sequelas do verão mais comuns na pele e no cabelo


A estação mais quente e ensolarada do ano está chegando ao fim. É o verão terminando! Junto com as recordações das viagens e de momentos deliciosos em família e amigos, trazemos algumas lembranças desse período também em nossa pele.


Mesmo com a proteção adequada, uso de filtros solares, chapéu e óculos escuros, é quase impossível voltar das férias sem sentir os efeitos do sol sobre a pele e os cabelos. Pensando nisso, enumeramos as consequências mais comuns do pós-verão e algumas dicas de tratamento para sua pele, pois ela merece.


Ressecamento da pele e dos cabelos

O fim do verão e começo do outono é a época em que caprichamos no auxílio da hidratação cutânea e capilar. O calor e a umidade favorecem um aumento da oleosidade na pele e nos cabelos. Porém, a verdade é que chegamos ao fim da estação com um estado de ressecamento geral, já que enfrentamos diferentes tipos de exposição que retiram a umidade do nosso organismo ao longo dos meses.


O sol é o vilão número um, já que ele dá as caras por mais tempo e atinge o ápice de radiação durante a estação. Além disso, apesar de refrescantes, banhos de mar e de piscina também não ajudam em nada a nossa pele. Tanto o sal como o cloro ressecam a pele e o cabelo e, em alguns casos, podem até causar irritações. Produtos específicos, considerando a necessidade de cada paciente, ajudam a combater esse desconforto.


Piora do melasma

O melasma é uma doença crônica, que necessita de tratamento contínuo durante todo o ano. Tal tratamento varia conforme a estação do ano e a necessidade individual do paciente. No final do verão, fica muito evidente a piora do melasma. O sol é um dos grandes motivos, mas hoje sabemos que a radiação infravermelha (o calor) também é influencia na piora do melasma.


O tratamento do melasma deve ser realizado de forma individualizada e buscando sempre a associação de produtos (entre eles tópicos, orais), procedimentos e tecnologias para atingir um maior sucesso no resultado final. Alguns dos produtos como ácidos, clareadores, antioxidantes tópicos e orais devem ser usados, associados a procedimentos realizados em consultório como peelings específicos, laser e skinneddling, entre outros. O dermatologista, após uma consulta médica dermatológica individualizada, pode decidir qual o melhor tratamento para cada paciente.


Melanoses solares (mancha senil)

As melanoses solares, também conhecidas como “manchas senis”, são pequenas lesões acastanhadas que surgem em áreas expostas ao sol, como rosto, colo, dorso das mãos, braços e pernas. A exposição solar contínua ao longo dos anos favorece seu aparecimento.


No final do verão, essas lesões podem ser mais evidentes pela exposição solar mais intensa e frequente no período. Uma das formas de amenizar o aparecimento das melanoses é o uso de proteção adequada, como filtros solares e uso de roupas e chapéus. Existem várias formas de tratamento, como luz pulsada, peelings, entre outras, com resultado muito satisfatório.


Leucodermias solares

Da mesma forma que surgem as melanoses solares, existe outro tipo de lesão cutânea denominada leucodermia solar, que resulta do acúmulo da exposição solar na pele ao longo dos anos. Diferente das melanoses, as leucodermias aparecem na pele como pequenas lesões ovaladas esbranquiçadas. Surgem em áreas fotoexpostas como braços, pernas, mãos e rosto.


A prevenção consiste em proteção solar. Porém, mesmo após seu aparecimento, existem formas e opções de tratamento para amenizar o dano inestético. Um dos tratamentos consiste na microinfusão de medicamento específico, que recupera a pigmentação normal da pele. Fale com o seu dermatologista para saber mais sobre esta opção de tratamento.


Atenção! Além dos itens relacionados acima, é importante ressaltar que exposição crônica ao sol causa o fotoenvelhecimento e aumenta o risco de câncer de pele. Por isso, é fundamental curtir o verão seguindo todos os cuidados recomendados pelo seu dermatologista, como evitar a exposição solar em horários inadequados, fazer o uso de proteção com filtro solar, chapéus e óculos. E cabe a lembrança de que a reaplicação do protetor é muito importante. Bronzeie-se, mas não se queime.


Consultoria: Dra. Ana Luiza Peres Martins Godoy e Dra. Ana Cludia Grizzo Peres Martins, dermatologistas.

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